terça-feira, 3 de maio de 2016

Você conhece Cerveja?

Você conhece cerveja? 


Ou você é mais um daqueles que diz que cerveja é tudo igual?


Um pouco da história
A produção da cerveja é uma atividade que faz parte das experiências humanas desde os primórdios da civilização. Cerca de 10.000 anos atrás, a humanidade começou a abandonar a ideia de viver como nômades caçadores-coletores e iniciou o processo de se estabelecer em locais onde existissem terras cultiváveis. Os cereais, ingredientes vitais para a produção de cerveja, passaram a ser cultivados por essas sociedades agrícolas.
Ninguém sabe ao certo como o processo de produção da cerveja foi descoberto ou quem o descobriu, mas imagina-se que um pouco de pão ou de cereal acabou se molhando e foi fermentado ao ar livre. Não dá nem pra imaginar o que passava pela cabeça da primeira pessoa que teve coragem de provar o resultado disso — talvez fosse uma espécie de desafio entre os moleques mesopotâmicos… ou, mais provavelmente, a coragem apareceu porque naquela época ninguém desperdiçava comida nenhuma, nem mesmo os alimentos que estivessem estragados. Se houvesse uma maneira de tornar alguma coisa palatável e isso não matasse quem comesse, as pessoas usariam a técnica para evitar o desperdício.
Sabemos que a mais antiga documentação escrita que trata da produção de cerveja tem pelo menos 6.000 anos e vem da civilização Suméria. Se trata de um hino chamado “Hino para Ninkasi"
A bebida fazia os antigos sumérios se sentirem “alegres, maravilhosos e abençoados” — não há dúvida de que a cerveja era considerada um presente dos deuses.
Os antigos babilônios, descendentes do povo sumério, criaram pelo menos 20 variedades de cerveja por volta do ano 2.000 a.C. Todos os cidadãos tinham direito a uma ração diária de cerveja, calculada de acordo com a posição social da pessoa. 
Os egípcios continuaram a tradição da fabricação de cerveja, alterando o sabor ao adicionar tâmaras. Os gregos e romanos também faziam cerveja, mas como o vinho acabou se tornando mais popular naquela época, os romanos passaram a considerar a cerveja uma bebida de bárbaros.
A cerveja não era valorizada só por sua capacidade de deixar as pessoas bêbadas, um conforto que não poderia ser subestimado considerando os tempos difíceis que os cidadãos comuns da Europa Medieval viviam. Mas tão importante quanto isso, durante a Idade Média e mesmo depois dela, beber cerveja era bem mais seguro do que beber água. A água daquela época era cheia de bactérias causadoras de doenças, já que não havia saneamento básico. Além de conter álcool, a cerveja também passava por um processo de “cozimento”, o que fazia com que a sujeira fosse eliminada da bebida. Ela era consumida por gente de todas as idades e classes sociais e, por muito tempo, junto com o pão, a cerveja fez parte da dieta diária da maior parte das pessoas.
De volta à Alemanha, depois de o lúpulo ter sido introduzido (no século IX), os cervejeiros desenvolveram um conjunto de normas para a cerveja alemã e começaram a produção em massa, embora a maior parte das pessoas ainda fizesse cerveja em casa. As diretrizes desses métodos de produção rapidamente se tornaram conhecidas em toda a Europa.
Se você não é um produtor de cerveja, deve querer saber o que tem na cerveja que você está bebendo. Assim, os alemães criaram em 1516 a Lei da Pureza da Cerveja (Reinheitsgebot). Essa lei servia para que aqueles que bebessem cerveja alemã tivessem a garantia de qualidade, além de mostrar a base de ingredientes da bebida: água, lúpulo e malte de cevada e trigo fermentados.
O século XIX trouxe avanços significativos para a arte cervejeira, incluindo a descoberta de Louis Pasteur do papel da levedura no processo de fermentação, e a invenção da pasteurização. O advento do engarrafamento automático, a refrigeração e o aumento do número de ferrovias fez com que a produção em massa e a distribuição de cerveja se tornassem possíveis mesmo em grandes áreas como os Estados Unidos. Por volta de 1880, havia cerca de 3.200 cervejarias em operação nos EUA.
As pessoas que bebem cerveja hoje têm uma variedade imensa para escolher, com opções quase que ilimitadas para todo tipo de gosto. Conhecedores de cerveja também podem fabricar bebida de alta qualidade em casa sem muitas dificuldades e criar cervejas personalizadas perfeitamente alinhadas com a preferência do fabricante e seu paladar. O ressurgimento da fabricação de cerveja artesanal trouxe um aumento na qualidade do produto final, que se mantém fiel aos métodos originais da produção de cerveja. Isso dá aos apreciadores de cerveja um retorno às origens, quando a maior parte da cerveja era feita em casa por quem ia bebê-la.
Tipos de Cerveja: (Clique aqui e conheça uma enorme variedade)

LAGER


São as cervejas de baixa fermentação.

Na sua grande maioria são estilos de cervejas mais leves e claras, mas também temos dentro dessa família uma grande variedade de cores, aromas, potência de corpo e complexidade. Algums exemplos de estilos da família Lager:
  • Pilsen: estilo de cervejas douradas, brilhantes, quem apresentam leve amargor. Estilo original da cidade de Pilsen na Rep. Tcheca. Exemplo: Wäls Bohemian Pils (Belo Horizonte, MG)
  • Schwarzbier: estilo de cervejas escuras feitas a partir de maltes torrados. Possui aromas estonteantes de torrefação, que lembram chocolate, café e cacau. Apresenta baixo para médio corpo e de paladar seco ao final. Exemplo: Eisenbahn Dunkel (Blumenau, SC)
  • Bock: estilo de cervejas em sua maioria avermelhadas, mas temos as versões claras (Heller Bock) e também escuras (Dunkler Bock). Apresentam aromas maltados, médio corpo e teor alcoólico superior a 6,3%. Exemplo: Bierbaum Bock (Treze Tílias, SC)

ALE

São as cervejas de alta fermentação.

Geralmente possuem maior corpo e de paladar frutado. Mas os seus gostos e aromas são os mais variados. Alguns exemplos de estios da família Ale:
  • Weizenbier ou Weissbier: cervejas de trigo típicas Bavária, região mais ao sul da alemanha. Na sua grande maioria são não filtradas, mas também existem as versões filtradas e também a versão bock (Weizenbock) desse estilo. Exemplo: Colorado Appia (Ribeirão Preto, SP)
  • Stout: estilo de cerveja típico do reino unido e irlanda, a marca mais conhecido é a irlandesa Guinness. Apresenta aromas e sabores de torrefação, e dependendo da variante do estilo (Dry Stout, Foreign Extra Stout, Oatmeal Stout, American Stout, Russian Imperial Stout) ela pode ter baixo ou alto corpo. Exemplo:Bierland Imperial Stout (Blumenau, SC)
  • Dubbel: estilo típico belga, de coloração marrom, desperta aromas frutados, médio e corpo e equilibrado sabor. Exemplo: Wäls Dubbel (Belo Horizente, MG)

LAMBIC

São cervejas de fermentação espontânea.

De paladar bem distintas a sensação de bele-las lembram em muito a de um vinho espumante. São originárias da região de Leembek na Bélgica. Exemplos de Lambics:
  • Faro: cerveja lambic com adição de açúcar.
  • Geuze: blend de cervejas lambic.
  • Kriek: cerveja lambic com adição de cerejas durante o período de maturação em barrica.
Essas cervejas em quase sua totalidade são belgas, não sei se existe produtores nacionais fazendo essas cervejas, portanto irei citar algumas daquele país:
  • Faro: Liefmanns Faro
  • Geuze: Geuze Boon Mariage Parfait
  • Kriek: Mort Subite Kriek
Fonte: (sindserv, papo de bar, mestre cervejeiro)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

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